pesquisar
Resposta à carta de amorn
Dr. Mulambo Do Sertão, te respondendo, meu companheiro,n Sabe, o que sinto é que esse ano passou voando, mas que parece que aconteceu tanta coisa que não sei como coube nesse tempo até aqui. Esse 2018 pra mim, foi cheio de mudança (cê sabe) dumas barras chatas de viver. Teve dias de sair de casa de manhã com tristeza, mas no trabalho do hospital com você, tudo isso se transformar. n Mula, metaforicamente, eu sinto vontade de me jogar no abismo, de voar, de sair correndo confiante de peito aberto, com coragem. Todo dia me pergunto, por que não fui mais ousada? n Eu…
um dia no hospital
Começamos pelo hospital João XXIII. No 8° andar tem uma média de oito leitos. No segundo andar, mais ou menos umas 10 crianças nas enfermarias, umas cinco ou seis no CTI e dois quartos de isolamento, se houver. Quase sempre tem! Aí, atravessamos a ponte retornando pro João Paulo II. O 3° andar tem 75 leitos ativos. Tem também o CTI com 16 possibilidades de encontros e mais o 2° andar com uma média de 25 a 30 visitas! Fora as enfermeiras (os), médicas (os), equipe multidisciplinar, pessoal da limpeza, manutenção, administração, cozinha, farmácia… É encontro que não acaba mais! Relações pra lá de especiais….
Carta de amor pra Dr. Rosan
“Minha cabeça trovoa sob o meu peito eu te trovo e me ajoelho, destino canções…”. Rosinha, ando intuitivamente pensando no ano de trabalho juntos, e gostaria de desde já te agradecer imensamente. “Flores vermelhas, Vênus, bônus, tudo que me for possível, ou menos, mais ou menos, me entrego, me ofereço, reverencio a sua beleza, física também, mas não só, não só”. Ando com a sensação de que foi o ano, um dos, o, mais importante nessa minha trajetória hospitalar. “Graças a Deus você existe, acho que eu teria um troço, se você dissesse que não tem negócio”. Pude experimentar a leveza de…
Criança que não pode rir
Ontem encontramos algumas crianças que não podiam rir. Por cirurgia ou por doença mesmo. Entramos no corredor do Hospital Santa Casa e fomos ao quarto dela. Uma menina grandona de longos cabelos e super brincalhona estava escovando os dentes. De pronto, ela nos avisou:n—Eu não posso rir.nMas tinha um pouco de charme temperando a verdade da menina. Não resistimos! Foi um “trupico” aqui, uma “portadinha” ali, um esbarrão na parceira, uma troca de lugar mais brusca com alguém que passava. E a menina avisou novamente:n— Eu não posso rir!nE aí, dessa vez, havia menos charme na voz, mais disponibilidade e interesse. Respeitamos. Paramos a palhaçada e saímos. Dr….
